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O Palácio da injustiça

O estudo "Os Tribunais na sociedade Contemporânea" desco- bre uma justiça inigualitária, permeável, falível, morosa, com leis a mais e a precisar de reforma radical. Conclusões polémicas que o DIÁRIO hoje revela e que pode ser traduzido na expressão de um inquirido no estudo: "Os tribunais são os palácios das injustiças". 73% dos portugueses dizem que os ricos safam-se melhor das teias da lei.

Da igualdade perante a lei à desigualdade no tribunal vai um passo. Em 1995, o sociólogo Boaventura de Sousa Santos divulgou o maior estado realizado em Portugal sobre a situação da Justiça. O estudo descobre uma Justiça inigualitária, permeável, falível, morosa, com leis a mais e a precisar de reforma radical.
Conclusão: os portugueses têm da Justiça e dos seus intérpretes Juizes, funcionários judiciais e advogados) uma opinião muito pouco abonatória. Sobretudo aqueles que já passaram por um tribunal. O estudo revela que 210/o dos portugueses já tiveram uma "experiência forte" com o tribunal. Para estes, "os tribunais são os palácios das injustiças". ...

Diário de Notícias 1/07/97,Emanuel Silva,pág.5

Injustiças e cartas anónimas

Como cidadão (e como sociólogo) deste país, fico cada vez mais perplexo, para não dizer «meio aparvalhado», com o que se passa ao nível da Justiça ou o que quer que isso na nossa sociedade queira dizer para além de lentidão.

 

É sabido que a Justiça, de facto, nunca existe como uma crença partilhada a cem por cento, pois, tal como o valor das coisas em economia se pode medir pela sua utilidade, raridade e custo, socialmente o valor da Justiça é uma preferência que cada um possui subjectivamente e com um entendimento e uma medida próprios.

 

Os tribunais dos homens não fazem mais do que tentar, num dado momento histórico, mediatizar esses sentimentos subjectivos através da aplicação das leis que, em abstracto, mas apenas em abstracto, são iguais para todos. E isto acontece em todas as sociedades. Mas numas acontece mais do que noutras. Como é óbvio, na prática, os princípios e os meios de aplicação são diferentes, reflectindo-se na capacidade e nos meios diferentes de acesso às instituições e aos seus agentes, de modo a fazer com que a lei funcione a nosso favor.

 

De entre as coisas que me espantam estão: como é posível que em Portugal um cidadão possa estar em prisão preventiva até um ano e, como acontece, pelo que li, quando as pessoas são absolvidas (e são muitos os casos) vão para casa, como se nada se tivesse passado?; será que basta um pedido de desculpas (se é que é feito) e pronto?; então, e quem nos defende dos juízes que erram?; ou serão os juízes uma nova espécie de «semideuses» intocáveis?

 

Em Inglaterra, tanto quanto sei, um indivíduo não pode estar detido mais de 48 horas sem acusação formada. Porque não é isso possível cá?

 

Mas mais estranho ainda é a prescrição dos processos. Há processos que se arrastam por anos e anos a fio e depois... prescrevem. Não consigo entender como isto é possível ou concebível sem que se possa fazer nada.

 

Mais grave ainda é não entender por que motivo os agentes da justiça falam de tudo isto, têm consciência do absurdo de tudo isto, mas falam disto como se fosse produto de alguém de outro planeta ou espécie superior a nós, que nos impôs as leis que existem e os processos na forma e no modo como decorrem e não pudéssemos fazer nada, bastando-nos apenas a resignação. Eu acho que está na altura da indignação!

 

Há ainda, pelos vistos, elementos «fascizóides» na forma como a justiça (ou que quer que isso seja) decorre neste país. Mas será que o que existe não foi criado por nós? E será que, tendo sido criado por nós, não se impõe que o mudemos?

 

Podemos começar, por exemplo, pela consciência do nosso «'software' mental» que, em comparação com outras culturas, nos caracteriza como um povo com um programa mental colectivo, pouco individualista (ao contrário do que o senso comum pensa), razão pela qual o indivíduo vale tão pouco e é tratado como é, dependendo do grupo a que pertence e dos meios de que dispõe. Os portugueses são também um povo com uma relação de distância do poder muito forte, o que, entre outras, tem como consequência as relações de desconfiança implícita entre o Estado e as suas instituições e o cidadão (e vice-versa).

 

Outra característica (muito) nossa é também a forte necessidade (emocional) de reduzir a incerteza (aliás, Portugal, nos estudos comaprados que existem, é o país da UE que apresenta maior indíce nesta dimensão, seguido de perto só pela Grécia). Daí, entre outras coisas, a necessidade de procurar formas e emaranhados complicados de controlo da incerteza, mesmo que emocional, mas muitas vezes real, nomeadamente através de complicados procedimentos que apenas visam «assegurar» que reduzimos o desconforto do desconhecido ou do incerto. Aliás, a Inglaterra, que atrás foquei, apresenta nesta dimensão um dos índices mais baixos de necessidade de reduzir a incerteza ao nível da UE.

 

Finalmente, será que os responsáveis pela Justiça e o próprio Estado nunca ouviram falar da análise de processos como técnica de gestão que permite reduzir prazos e eliminar actividades que não acrescentam valor, etc., de modo a aumentar a celeridade dos processos e a reduzir os seus custos (económicos e sociais)?

 

Finalmente e em relação aos últimos (tristes) episódios, será que se o MP receber um milhar de cartas anónimas que envolvam no escândalo da Casa Pia nomes como o de George Bush, Saddam Hussein, Figo, serão na mesma anexadas ao processo, mesmo que consideradas, claro, irrelevantes, sem valor, etc. (diria estúpidas, mesmo)?

 

Mas, afinal, o que é que se passa?

 

António Paulo Menezes de Carvalho Finuras

 

Sociólogo

 

Lisboa                                                                       (Fonte: Expresso onli

Vinte e sete anos depois de "Grandola Vila Morena", está cada vez mais claro que a tirania não foi vencida.Como um cancro ou uma bactéria, sofisticou-se num centralismo partidocrata corrupto (continua) e arrogante, o qual conjuga as aspirações pré-fascistas do Absolutismo régio e a farsa do rotativismo parlamentar do fim sec 19/início do sec 20, com um neo-colonialismo herdado do Estado Novoe a submissão promíscua aos grupos economicistas de hoje.
As novas "Vilas Morenas" , vão-se agora levantando pacificamente do seu jugo de quatro séculos, através da insubordinação partidária e da criação de listas de cidadãos locais, para que a catástrofe de Castelo-de-Paiva não se repita nunca mais. As novas Grandolas, já não vermelhas mas azuis são agora Coimbra, Setúbal, Caldas da Rainha, Castelo de Paiva, Viana do Castelo e muitas outras, onde "ardem ainda as cinzas sagradas do municipalismo". 

AVI

 ASSOCIAÇÃO DE VÍTIMAS DE INJUSTIÇAS

Proposta de PIRES PORTUGAL

Convido todos os que tenham ideais de justiça ou tenham sido vítimas da malvadez humana, da falta de honestidade, ladrões, vigaristas e criminosos a unirmo-nos numa "ASSOCIAÇÃO DE VÍTIMAS DE INJUSTIÇAS", (AVI), para lutarmos por:

1 - Melhor justiça que indemnize as vítimas e eduque os anti-sociais. Se quem faz voluntariamente mal aos outros for obrigado a indemnizá-los acabará por se corrigir.

2 - Valores sociais de boa convivência humana.  

Proponho inicialmente uma associação de todos os que têm ideais de justiça para discutirmos por uma lista de e-mails os objectivos e iniciativas a favor de uma melhor justiça para um mundo melhor. Quem quiser fazer parte poderá enviar-me um e-mail sem nenhuma obrigação ou compromisso: basta que tenha ideais de justiça e evite fazer aos outros o que não quer que lhe façam a ele.

Para se associar basta ter ideais de justiça, concordar com os estatutos, (ver: ESTATUTOS PROVISÓRIOS EM ESTUDO), ou propor alterações e enviar um e-mail para:  piresportugal@hotmail.com .

Com "cartas abertas" divulgadas na Internet, abaixo assinados e mensagens sob a forma de e-mails contribuiremos para uma moralidade e ética universal de melhor colaboração e convivência entre todos os habitantes da Terra.

PIRES PORTUGAL piresportugal@hotmail.com

Podem comentar alguns dos meus escritos nos fóruns: "TROMBONE" , Cidadania e azine

 
«O poder judicial deixou de ser poder independente para se transformar na face pública de uma oligarquia administrativa»

«O sistema transforma os serviços de Inspecção num Estado dentro do Estado, fora e acima da Constituição e da Lei, na negação do próprio Estado de Direito»


«Mantém-se, tal como no Estado Novo, um corpo de polícia política institucional, agora na dependência do CSM, competindo-lhe idênticas funções que no anterior regime político» ao arquétipo do Estado de Legalidade suporte dos regimes autoritários fascistas ou de inspiração fascista e não aos princípios informadores do Estado de Direito Democrático»


«O sector da administração judiciária confiada ao CSM não reflecte o Estado de Direito Democrático, mas a continuidade da ideologia de inspiração fascista do Estado Novo»


Este povo tem olhos, mas não queriam que ele Visse.
Tem ouvidos, mas não queriam que ele Ouvisse.
Tem cabeça, mas não queriam que ele Pensasse.
Tem boca, mas não querem que ele Fale.

Ou Portugal trata da saúde a este regime, ou este regime trata da saúde a Portugal. Agora escolham.


Um dia Churchill disse: "A guerra é uma coisa demasiado séria para ser deixada aos Militares." 
Hoje em Portugal alguém que diga: A POLÍTICA É UMA COISA DEMASIADO IMPORTANTE para SER DEIXADA AOS POLÍTICOS!


Alguém indignado mas ingénuo disse: 
"isto não é um país, é um manicómio autogovernado". 

Outro alguém, mais perpicaz (penso que foi Garrett) disse: 
"Isto não é um país, é um sitio e muito mal frequentado" 

Eu acrescento: 
Isto é o pais do Ali-Bábá. Quarenta ladrões pilham o povo, e têm acesso à gruta do tesouro através da palavra: ABRE-TE ESTADO (em vez de abre-te sésamo).

EXIGIMOS UM PAÍS DE JEITO!
Onde a Justiça não apoie o alto crime * Onde o Estado seja Pessoa-de-Bem *Onde não se morra na estrada* Onde haja dignidade na politica * Onde tenhamos  auto-estima nacional* Onde a democracia não seja uma farsa ...será pedir muito?