Processo 163/93
Serviços Sociais da Segurança Social de Vila Nova de Gaia

No dia 28 de Julho, tinha-me deslocado aos Serviços locais da Segurança Social, Núcleo de Acção Social de Vila Nova de Gaia, com o propósito, de concretizar a entrega de um pedido de ajuda, de emergência, promovido pelos Serviços Sociais do CAT de Cedofeita, nessa sequência tal pedido de ajuda foi-me devolvido pela funcionaria, que o havia recepcionado, transmitindo-me a informação, que dizia: _"A Sr.ª Dr.ª manda dizer que o seu pedido foi enviado para o Porto ..!!" 

 Como já são meus conhecidos, os critérios pouco claros e duvidosos, sempre no sentido de atingirem objectivos incompatíveis com as atribuições profissionais, inerentes ao cargo que ocupam, e de que são exemplo, situações anteriores, resultando da mais recente, que ainda agora, e passados quase dois anos, estou à espera de um  atendimento, depois de inúmeros pedidos de ajuda   entregues, assim como Faxes enviados,  e outras tentativas, sem qualquer resposta, para além do mesmo procedimento: “ A Sr.ª Dr.ª disse que .. “ ou a “ Sr.ª Dr.ª  mandou dizer ...”.

 Esta tentativa de obtenção de ajuda de imergência no sentido de fazer face á minha situação, em consequência de ter acabado de cumprir uma pena de prisão. Pois, iria ter que retomar o meu projecto de vida em liberdade, e retomar o meu processo de reintegração, interrompido, para além das necessidades relativas ao meu tratamento, como tomas de Metadona, diárias, no CAT de Cedofeita, com as consequentes despesas, de transportes diários de e para o CAT, etc. etc.

 A situação em que na altura  e durante alguns anos, me encontrei, foi ainda, consequência, de um Processo de Promoção e Protecção, de legalidade duvidosa, que caricátamente, foi promovido por estes mesmos Serviços Sociais da Segurança Social.

 É lamentável que as pessoas se escusem a cumprir com as atribuições inerentes a sua actividade profissional, e não hesitem em situações, que as ultrapassam, pondo em causa a própria legalidade e os mais elementares, princípios éticos, e morais. –    Não sendo necessário ir a uma faculdade, para saber o que é intervenção primaria e que o recurso aos Tribunais só é justificado em ultima instancia, quando se concluir que todas as outras tentativas foram infrutíferas, respeitando ainda sempre os princípios orientadores de intervenção!..

 Em consequência de tudo, sou obrigado a interromper, e a por mesmo em causa, todo o meu processo de reintegração, e tratamento, sempre bem sucedidos, se tais procedimentos não são resultado de retaliação e vingança por ... Mas continuando a falar e divagar sobre situações e critérios, vejamos:

 Há já alguns anos atrás, pela primeira vez que fui encaminhado para os Serviços de Acção Social de Vila Nova de Gaia, tinha acabado de fazer um tratamento de desintoxicação com sucesso, pelo que se tornou necessário a continuidade do mesmo  com a utilização de um antagonista, “ Norolex”, como forma de garantir a consolidação do mesmo, e evitar recaídas, pois é condição que a pessoa se encontre abstinente de qualquer opiáceo. Este primeiro contacto com os Serviços da S.S. teve como resultado consequências desastrosas e irreparáveis, vejamos :

_        Enquanto o pedido de ajuda não é aprovado, são – me dadas guias para ir á farmácia buscar os referidos medicamentos, para mim e para a Ana Maria, para além de mais um ou dois medicamentos como anti-depressivos e vitaminas.

_       Cada caixa de “Norolex” continha  10 (dez) comprimidos, que me davam para 10 (dez) dias, logo por mês necessitaria de 3 (trés) caixas, se cada caixa custava mais ou menos  9.000$00 (nove mil escudos), num mês só eu teria um gasto de 27.000$00 (vinte e sete mil escudos).

_        Enquanto a ajuda não foi aprovada ou disponibilizada eu ia a Farmácia buscar os referidos medicamentos durante um período de tempo que se prolongou por vários meses, até que tomo conhecimento que me havia sido concedida uma verba  de 25.000$00, para ajuda do agregado familiar, na alimentação diária, e fazer face ao custo dos referidos medicamentos e transportes.

_       Face ao referido, em que só os medicamentos tinham um custo superior, desloco-me aos Serviços Sociais da S.S. para expor a situação e diligenciar no sentido de continuar, pelo menos, a obter os medicamentos, como até aqui, na Farmácia, mediante a emissão pela Segurança Social, das referidas guias, o que me foi negado, depois de ter sido consequentemente impedido, de expor a situação há Ass. Social responsável, com o fundamento que sendo esta  a ajuda tinha sido aprovada, e agora mais nada havia a fazer.

 È cláro que os resultados não foram  os esperados em situações normais, e as consequências são previsíveis, foi trabalho e empenho meu e da equipa técnica que nos acompanhou por agua a baixo, com o consequente retorno ao consumo de drogas e deterioração das relações familiares ...a recaída e a necessidade de encontrar formas alternativos de subsistência levou a que cada um encontra-se soluções e esquemas individualmente : Enquanto eu me mantive mais ou menos por casa  a Ana Maria teve que encontrar outras alternativas, e vai para o Porto.

É em consequência desta situação que surge o apoio, individual há Ana Maria, pela Segurança Social do Porto. 

 Com esta ajuda, e dos Terapeutas do C.A.T. de Cedofeita, Porto, a Ana Maria obtém todas as condições para a continuidade do seu tratamento, e concretização do seu projecto de vida, em que foram redefinidos objectivos e os meios para os atingir, com os custos dai resultantes quer em termos financeiros quer humanos, e que facilmente podiam ter sido evitados. 

 Os Serviços Sociais da Segurança Social de Vila Nova de Gaia,  quando a Ana Maria já se encontrava numa face avançada no sentido da concretização da sua reinserção e do seu projecto de vida, não satisfeitos com aquilo que já tinham feito, resolvem intervir no sentido de inviabilizarem e boicotarem o mesmo, de novo, e da seguinte forma:

_       Tudo é feito pela(s) referida(s) técnica(s) dos Serviços Sociais da S.S. de Vila Nova de Gaia, no sentido da transferencia do apoio há Ana Maria, para a sua área de actuação, tendo sido exercidas todo o tipo de pressões com essa finalidade, com o fundamento que a Ana Maria, presentemente, estava a residir em Vila Nova de Gaia, só que com a particularidade de tal residência, ter sido obtida em consequência do apoio referido, da responsabilidade da S. S do Porto, e foi resultado da evolução de um processo que se iniciou no Porto, no sentido da obtenção de uma residência para a Ana Maria e dois filhos, com o menor dos custo possível. Depois de estar a viver em Pensões, com custos elevados para a Segurança Social, surge a oportunidade de uma casa  em Vila Nova de Gaia, como alternativa ao Porto, devido as rendas inferiores.

_       Nunca lhe tendo sido colocado qualquer inconveniente, ou que a escolha de outro Concelho implicasse a transferencia do apoio.

_         Os S.S. da  Segurança Social de Gaia só agora, depois de terem conhecimento do referido apoio, é que se passam a preocupar com a utente, depois de anos de silencio, de tudo o que fizeram, que não deviam ou podiam ter feito, e de tudo que não fizeram e deviam fazer.

e    Tal transferencia do processo de apoio da Ana Maria, do Porto para Vila Nova de Gaia, para além de coincidir, não por acaso, com as tentativas infrutíferas, para obtenção do apoio para a continuação do meu tratamento, no C.A.T., e a minha reinserção em liberdade, de que já falei, coincide ainda, com o também já referido e ilegal, Processo de Promoção e Protecção, com a particularidade acrescida de o mesmo ter sido promovido exactamente pela mesma pessoa, e com o mesmo objectivo.

     Pois é ..!  Grande azar: È me impossibilitado qualquer apoio, a Ana Maria vê o seu ser-lhe retirado, quando mais precisava, pois tinha nesse mesmo mês iniciado uma actividade profissional, e ainda os meus filhos são-nos retirados, pela mesma pessoa, da forma abusiva e ilegal, como já vimos...!! Tudo no espaço de semanas.

     As recusas e retaliações, mantêm-se no tempo, até ao presente. Sendo de salientar

   que os procedimentos e atitudes se mantiveram, alguns meses após os factos referidos, quando havia arranjado uma ocupação profissional e foi de novo, igualmente, solicitado apoio no quadro do meu processo de reinserção social, para fazer face ás inerentes despesas. Não sendo ainda de desprezar o facto de além, das tentativas feitas, durante anos a fio, nunca ter conseguido apoio para questões essenciais de um processo de reinserção social, como a saúde oral, enquanto eram pagas próteses e tratamentos ás amigas, que fazem parte de tal Club, casos do conhecimento publico.

      Por tudo o exposto, pelas experiências vividas em que se revelaram os métodos utilizados e os procedimentos que são exactamente os mesmos, só que agora, não iram funcionar da mesma maneira, porque agora eu conheço tais métodos e mesmo o club de amigas de algumas das pessoas envolvidas, assim como os filhos dessas mesmas amigas, Sr.as Professoras aposentadas, com boas reformas, cujo marido era médico e com vivendas na zona mais cara do Porto, e rendimentos líquidos de quatro mil euros/mês, filhos de Industriais, etc.. Estes não têm problemas na obtenção de subsídios, nem têm que andar para ai a correr, também dava demais nas vistas irem buscar subsídios  com carros topo da gama.  

 

Ainda relativamente ao meu caso è bom que se saiba que nunca fiz absolutamente nada com o auxilio da S.S., para além da minha situação actual ser consequência directa de acções e omissões da parte de quem tem responsabilidades acrescidas. Se o meu caso, na devida altura tivesse sido objecto de atenção e procedimentos normais eu agora em finais do ano de 2002, não estaria na situação em que me encontro.

 Muito ficou ainda por dizer, embora com a convicção e a certeza que foi o suficiente.

 

 

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Com que direito uma Técnica Social, retira crianças aos Pais, interferindo e alterando o futuro das mesmas, por sua própria iniciativa pessoa, sem cumprir com os procedimentos previstos na Lei, se ouvir a opinião da Ass. Social que os acompanhava, sem ouvir os familiares, e sem informar a Comissão de Promoção e Protecção de crianças em risco?
Esta Sr.ª técnica Técnica, depois de ter retirado estas crianças aos Pais, ainda retira todo o tipo de apoio ao agregado, quando a Lei prevê exactamente o contrario, utilizando estratagemas e métodos ilícitos, indo ao limite de retirar até as prestações familiares para ilegalmente as atribuir a uma Família de Acolhimento. 
Como é possível esta mesma Técnica ser conivente com situações de maus tratos aos menores por parte da Família de  acolhimento.
Como é possível que esta mesma Técnica, numa tentativa de desresponsabilização resolva o problema com uma baixa médica por dois ou três anos (possivelmente também fraudulenta) 
Como é possível que esta mesma Técnica, se tenha sobreposto igualmente ao Tribunal e ela mesmo decida alterar uma medida de Promoção e Protecção.
Como é possível que uma família de acolhimento das poucas honestas existentes, seja influenciada e pressionada com de forma continuada, unicamente por se ter relacionado com os Pais dos menores. 
Como é possível que as mesmas pessoas, suspendam o pagamento a essa família de acolhimento, quando a medida de Promoção e Protecção se mantém.

(tal pagamento teve que ser retomado por razões obvias) 

Como é possível que tal Técnica utilize as forças Policiais para retirar crianças do seu meio Natural e do próprio Infantário, sem antes ter tentado qualquer outro meio.
Como é possível que tal Técnica(s) agora de um dia para o outro force o regresso a casa de um dos menores, depois de quatro anos na Família de Acolhimento, que representam mais de 90% do tempo de vida da mesma, e depois de ter impossibilitado e inviabilizado alargamento das visitas aos fins de semana e qualquer tentativa de aproximação ou mesmo de diminuição de danos.
Como é possível que estas pessoas continuem a acreditar que tudo podem fazer e resolver com um mero atestado médico, usando recursos Públicos e dinheiro que e dos Portugueses.
Para as tranquilizar informo que no ano de 2005, paguei a troco de nada, mais do que me deram na minha vida toda.